Rindo pra não chorar

Butterfly Effect

Posted on: 27 de janeiro de 2009

Esses dias assisti ao filme “Efeito Borboleta”, estrelado por Ashton Kutcher e Amy Smart. A história é sobre um menino que tem lapsos de memória em alguns momentos de sua vida, e anos depois, ao ler seus diários de criança, descobre que tem a capacidade de não apenas recuperar essas memórias perdidas, mas como alterar o que ocorre nelas para garantir um futuro diferente. Através desse “poder” ele passa a procurar mil maneiras para poder salvar sua amada sem prejudicar nenhuma outra pessoa.

O filme é relativamente antigo, porém está longe de ser uma mera história de romance (até porque os dois não terminam juntos após a ultima intervenção inteligentíssima do protagonista), mas é uma história que nos faz refletir. Muitas vezes reclamamos de nosso destino e o rumo que nossas vidas levam, porém, a verdade é que nós podemos sim tomar as rédeas de nossa vida, e não esperar que ela aconteça na nossa frente.

E é isso que Evan, o protagonista, faz ao longo de todo o filme. Volta nos seus momentos de lapsos e através de pequenas atitudes diferentes das que ele teve na época, consegue mudar todo o destino dos envolvidos. Além disso, o enredo também mostra como pequenas atitudes, pequenos gestos e palavras podem mudar completamente o dia de amanhã. Talvez essa seja a mensagem mais clichê que o filme passa.

Efeito Borboleta não é um filme apenas para passatempo, mas sim para reflexão. O trecho abaixo, do livro “Ensaio sobre a Cegueira” cairia muito bem na história: “Se antes de cada ato nosso nós pudéssemos prever todas as consequências dele, a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegariamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento não tivesse feito parar. Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão se distribuindo, supõe-se que de uma forma bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já aqui não estaremos para poder comprová-lo, para congratular-nos ou pedir perdão, aliás, há quem diga que isso é que é a imortalidade de que tanto se fala”

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