Rindo pra não chorar

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Eu que sou louca, ou apenas nós mulheres fazemos os chamados “joguinhos”? É errado de minha parte levar tudo o que eles fazem/falam pro tal do “ele simplesmente não está afim”?
Sempre fui muito decidida nesse ponto. Quando vejo alguma atitude estranha, algum típico sumiço ou até mesmo a sensação de estar sendo evitada, eu pulo fora. Tenho amor próprio e orgulho pra dar e vender. Mas me pergunto, será que algum dia não desperdicei alguma boa chance por causa desse meu comportamento?
Pensem comigo, os homens não fazem o doce deles de vez enquando? Porque nós sim somos mestras nesse tipo de coisa, se fazer de difícil, fingir que não queremos entre tantas outras coisas. Mas e quanto a eles, será que eles fazem esse tipo de jogo?
É isso que tem me martelado constantemente nos últimos dias…

Esses dias assisti ao filme “Efeito Borboleta”, estrelado por Ashton Kutcher e Amy Smart. A história é sobre um menino que tem lapsos de memória em alguns momentos de sua vida, e anos depois, ao ler seus diários de criança, descobre que tem a capacidade de não apenas recuperar essas memórias perdidas, mas como alterar o que ocorre nelas para garantir um futuro diferente. Através desse “poder” ele passa a procurar mil maneiras para poder salvar sua amada sem prejudicar nenhuma outra pessoa.

O filme é relativamente antigo, porém está longe de ser uma mera história de romance (até porque os dois não terminam juntos após a ultima intervenção inteligentíssima do protagonista), mas é uma história que nos faz refletir. Muitas vezes reclamamos de nosso destino e o rumo que nossas vidas levam, porém, a verdade é que nós podemos sim tomar as rédeas de nossa vida, e não esperar que ela aconteça na nossa frente.

E é isso que Evan, o protagonista, faz ao longo de todo o filme. Volta nos seus momentos de lapsos e através de pequenas atitudes diferentes das que ele teve na época, consegue mudar todo o destino dos envolvidos. Além disso, o enredo também mostra como pequenas atitudes, pequenos gestos e palavras podem mudar completamente o dia de amanhã. Talvez essa seja a mensagem mais clichê que o filme passa.

Efeito Borboleta não é um filme apenas para passatempo, mas sim para reflexão. O trecho abaixo, do livro “Ensaio sobre a Cegueira” cairia muito bem na história: “Se antes de cada ato nosso nós pudéssemos prever todas as consequências dele, a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegariamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento não tivesse feito parar. Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão se distribuindo, supõe-se que de uma forma bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já aqui não estaremos para poder comprová-lo, para congratular-nos ou pedir perdão, aliás, há quem diga que isso é que é a imortalidade de que tanto se fala”

O tempo passa, o tempo voa...

O tempo passa, o tempo voa...

Visite:  http://goyb.u2.com/ e conheça o novo single do novo CD do U2 – Get On Your Boots. O som não deixa a desejar e com certeza agradará os fãs da banda.

A música está ótima, e se o resto do CD seguir por essa linha, sem dúvida será mais um grande sucesso da banda. Sem mencionar que possivelmente eles passarão em turnê pelo Brasil no segundo semestre de 2010 – ano inclusive no qual Bono Vox completará 50 anos. Teremos comemorações como a de Madonna em 2008?

O novo CD que será lançado virtualmente no dia 15 de fevereiro, parece seguir a mesma linha engajada de Bono Vox anti-guerras e afins. Mas será que isso não cansará os fãs?

Ensaio sobre a CegueiraAs pessoas tendem a achar que toda adaptação é ruim porque o diretor sempre pula alguma parte, inverte a ordem dos fatos, isso quando não exerce o papel do autor. Porém, o que muitas vezes esquecemos é que não é tarefa fácil passar 300, 400, 500 ou até mais páginas para as telas. Falo isso porque essa semana assisti Ensaio Sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles, que adaptou o livro do ganhador do Nobel da Literatura, José Saramago.

O filme, claro, pula algumas partes, inverte algumas coisas mas não deixa de passar o essencial para o telespectador, até mesmo os que não leram o livro conseguirão entender a mensagem, algo que na minha opinião não acontece em Crepúsculo por exemplo, mas é quase uma covardia comparar um best-seller adolescente com um ganhador do Nobel.

A história é sobre uma estranha epidemia de cegueira branca que acomete uma população quase que inteira – exceto por uma mulher, que acaba virando a ‘guia’ de um pequeno grupo de cegos – os cegos acabam por se deparar com situações nas quais jamais imaginaram que poderiam ser submetidos, como se verem obrigados a matar ou oferecer o corpo de suas mulheres em troca de comida. É como uma verdadeira selva de sobrevivência. E assim como no livro, as personagens no filme não tem nome, tática que talvez seja para que nós também nos sintamos “cegos” na leitura, uma vez que além da ausência de nomes das personagens, o livro não separa seus diálogos e tem uma pontuação um tanto quanto peculiar.

Por fim, tanto livro quanto filme são bem intensos, não recomendado para aqueles que gostam de uma comédia romântica. É necessário estômago para ler e para ver. Além disso, é preciso também uma “mente aberta” para entender a real mensagem que a história passa. A história está longe de ser sobre cegos, até porque alguns recuperam a visão no final do livro. A história acaba por tratar da humanidade, de como ela lida com o desconhecido, de como no final das contas, somos todos iguais. No meio daquela cegueira, pouco importará se você é um médico, um professor, um ladrão ou uma prostituta.

Vale a pena ler o livro e ver o filme. Especialmente pelo filme ser de um dos diretores brasileiros mais competentes na atualidade. Além de Ensaio Sobre a Cegueira, Fernando Meirelles também dirigiu o aclamadissimo Cidade de Deus, talvez um dos maiores sucessos do cinema brasileiro.

Quem mora em cidade praiana sabe muito bem os esforços que tem que fazerPraia para fugir dos tão temidos turistas! Sim, até porque o tipo de turista que frequenta litoral norte é completamente diferente do turista que vai para cidades onde existem PESSOAS MORANDO!

Me surpreendi ao tentar uma caminhada na praia ontem, em plena segunda-feira, e ela estava lotada. Sim, tios jogando frescobol, crianças fazendo buraco e desesperadas para entrar na água (tipo que a água de Santos nem limpa é!), aqueles clãs gigantes que só falta o bicho de estimação na areia. Isso sem esquecer as barraquinhas na praia que cobram preços absurdos, como 5 reais por uma latinha de coca. Vou começar a ir para a praia com comprovante de residência!

Balada então é uma utopia! A última em que fui tinha uma fila de pelo menos duas horas, e lá dentro, claustrofóbico. Odiei minha noite na minha balada favorita da cidade.

Barzinhos também não fogem a regra. Sempre costumo marcar nossos barzinhos lá pelas 22 horas, até porque se marcarmos antes ninguém aparece. Pois bem, da última vez acabamos no quiosque da praia pois simplesmente não havia bar vazio!

E pra finalizar a odisseia… a dica é fazer estoque de comida para ir ao supermercado apenas em último caso. (Deveria ter uma fila para turistas!)

E eu reclamo sim, pois me deparo com muitas situações onde vemos pessoas completamente sem educação, apenas por achar que estão passando férias em outra cidade podem fazer dessa cidade a casa da mãe Joana. Pena que cidades como Santos e São Vicente não são Maresias. Como eu já disse no começo do texto, pessoas MORAM aqui, pessoas tem sua vida aqui, seu trabalho aqui. É ultrajante ver o modo como algumas pessoas tratam nossa cidade.

Já que muitos dos filmes premiados no Globo de Ouro ainda não chegaram aos cinemas brasileiros, vamos falar dos VESTIDOS!
Palmas para Eva Longoria, Anne Hathaway, Amy Adams, Penélope Cruz, Vanessa Hudgens, Salma Hayek, Olívia Wilde, Christina Applegate, Kate Beckinsale… e sem dúvida, palmas em pé para o vestido de Kate Winslet!

Kate Winslet

Em compensação, Reneé Zellweger se vestia muito melhor em Bridget Jones do que no Globo de Ouro, Jennifer Lopez pareceu querer reviver o clássivo Versace que usou no Grammy há anos atrás, Blake Lively foi toda despenteada achando que era mais uma festa colegial de Gossip Girl, “xoxo”, Laura Dern parecia madrinha de casamento, e só faltaram os canotilhos no vestido de Cameron Diaz. Ah, e sem comentários para Drew Barrymore, o vestido impecável, porém esses cabelos…

Renee Zellweger

Outras notas:
– O comportamento totalmente blasé de Pitt e Jolie. Angelina nunca foi do tipo mais simpática, mas Brad sempre dava entrevistas. Estava assistindo ao tapete vermelho no canal E!, e quando Ryan Seacrest foi tentar uma entrevista com o casal foi simplesmente ignorado, e como ele não é o repórter Vesgo que já sairia gritando “Sandálias da Humildade pra vocês!” ele simplesmente soltou um sorriso amarelo dizendo “É, eles devem estar apressados para chegar no evento.”
– Desde que me conheço por gente, Alec Baldwin sempre foi um galã. Agora é um galã depois da dieta do engorda.
– A Miley Cyrus tem um comportamento tão adolescente/mimada/babaquinha né? A realeza hollywoodiana fazendo poses elegantíssimas para foto, enquanto a moça fazia um “V” com os dedinhos. Sem contar a cara de cu desapontamento quando ela não ganhou o prêmio. Açguém precisa colocar os pézinhos no chão…
– A Beyoncé é outra que passou pela dieta do engorda, e pior, precisa ficar segurando a cintura? Ela não mudou a pose!
– PALMAS PARA TINA FEY! E HEATH LEDGER!
– O Sting tá gravando a continuação de Naufrago?

I'm too cool for Golden Globe..

CrepúsculoDurante as férias, li e assisti Crepúsculo, sobre a menina que se apaixona por um vampiro. A história não é nenhuma grande obra de arte literária digna de romances do século XIX, mas distrai e sim, vicia. Toda menininha por mais coração de pedra que tenha, vai acabar se sentindo atraída pela história, é simplesmente incrível ver como todas que leem não conseguem ter outro assunto. Deixarei os comentários sobre o enredo para posts futuros, o que discutirei aqui é a maior questão que paira na cabeça das meninas depois de lerem esse livro, e não é nada do tipo “Nossa, o que será que acontece no próximo livro?”, e sim “Será que existe algum Edward Cullen por aí?”.
A descrição no livro por si só já nos deixa babando, e a escolha de Robert Pattinson para interpretá-lo na tela arrasa com todas nós. É possível mesmo que exista um homem tão gentleman, tão preocupado, tão apaixonado, tão charmoso, tão elegante e ainda assim tão bonito? Acredito que não devemos de modo algum culpar os homens por não serem dessa maneira. A culpa é toda nossa, e de Hollywood é claro. Afinal, porque eles insistem tanto em fazer produções sem um pingo de realidade? Não estou falando de ficções científicas, não estou nem mencionando o fato de Edward ser uma criatura sobrenatural, mas sim, a insistência que Hollywood tem de fazer romances e comédias românticas com homens nem um pouco reais. E o pior, nós ainda damos audiência, não sendo necessário ir muito longe – A bilheteria de Titanic ainda não foi superada, muito menos os 11 Oscars, e a história toda gira em torno do casal que se apaixona durante a viagem. Aposto que se o enredo se passasse no Splendour Of The Seas ainda sim teríamos um grande sucesso.
Devemos aprender a separar as coisas e colocar em nossas cabecinhas que comédias românticas são comédias românticas e DIFICILMENTE acontecerão com você, especialmente se você tiver a lei de Murphy ao seu lado. Vou lançar um TOP 5 aqui dos filmes que mais se aproximam da realidade, e dos que não tem noção alguma:

– Sem noção:
Ela é Demais1. Qualquer filme teen:
Qualquer filme que tenha uma garota loser que se apaixona pelo gostosão do colégio que tem uma namorada vadia. E no fim o gostosão fica com a loser. Esse tipo de coisa NUNCA acontece. Losers do mundo, não alimentem essas esperanças…
2. Nunca Fui Beijada:
Ainda no clima dos filmes teen, AONDE que uma jornalista iria se tornar aluna E o professor iria se apaixonar por ela? Aonde que uma mulher de 25 anos passa por uma de 17? Esse aliás é outro ponto a ser discutido, porque hollywood (e seriados também!) insitem em pegar gente de 20 e poucos anos para interpretar papéis de colegiais? O ator que interpretava Ryan Atwood em The O.C tinha VINTE E SEIS ANOS!
3. Alguém Tem Que Ceder:
Diane Keaton e Jack Nicholson estão ótimos, mas você realmente acha que pessoas da terceira idade estão com paciência para dramas amorosos de adolescente?
4. Um Amor Pra Recordar:
Bad boys NUNCA mudam por uma garota tom pastel. Aliás, eles nem se apaixonam por garotas tom pastel.
5. E Se Fosse Verdade:
Não preciso nem falar né?

– Os mais pé no chão
Sex and The City1. Sex And The City – Filme e Série:
Tá que nem todas as noivas ganham um ensaio pela Vogue ou uma cobertura na 5ª Avenida. Mas todas nós temos um Mr. Big em nossas vidas (mas nem todas temos o final feliz de Carrie). Todas nós temos uma amiga meio Samantha Jones, e Charlottes Yorks existem aos rodos. E no seriado, até Charlotte teve seus momentos ruins. Ah, sem contar a amiga chata bem Miranda.
2. Bridget Jones:
Toda mulher tem seu momento Bridget Jones todo dia. E toda mulher tem que lidar com tipos de homem que Bridget lida. Bridget Jones é sem dúvida a mulher mais próxima da realidade que já foi retratada no cinema.
3. Juno:
Não precisa de descrições. A única diferença é que geralmente as jovenzinhas não conseguem pais adotivos com tanta facilidade quanto ela.
4. Legalmente Loira:
Tá, muitas vão discordar. Mas pensem no filme como uma metáfora, afinal, quantas otárias não estão dispostas a fazer coisas como Elle Woods fez para ter de volta seu amado?
5. The Last Kiss:
Até o cara mais fiel pode ser o mais f*lha da p*ta!

Portanto garotas, desistam de procurar seus Edward Cullens, ou o risco de você terminar sozinha rodeada de gatos são muito grandes.