Rindo pra não chorar

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CrepúsculoDurante as férias, li e assisti Crepúsculo, sobre a menina que se apaixona por um vampiro. A história não é nenhuma grande obra de arte literária digna de romances do século XIX, mas distrai e sim, vicia. Toda menininha por mais coração de pedra que tenha, vai acabar se sentindo atraída pela história, é simplesmente incrível ver como todas que leem não conseguem ter outro assunto. Deixarei os comentários sobre o enredo para posts futuros, o que discutirei aqui é a maior questão que paira na cabeça das meninas depois de lerem esse livro, e não é nada do tipo “Nossa, o que será que acontece no próximo livro?”, e sim “Será que existe algum Edward Cullen por aí?”.
A descrição no livro por si só já nos deixa babando, e a escolha de Robert Pattinson para interpretá-lo na tela arrasa com todas nós. É possível mesmo que exista um homem tão gentleman, tão preocupado, tão apaixonado, tão charmoso, tão elegante e ainda assim tão bonito? Acredito que não devemos de modo algum culpar os homens por não serem dessa maneira. A culpa é toda nossa, e de Hollywood é claro. Afinal, porque eles insistem tanto em fazer produções sem um pingo de realidade? Não estou falando de ficções científicas, não estou nem mencionando o fato de Edward ser uma criatura sobrenatural, mas sim, a insistência que Hollywood tem de fazer romances e comédias românticas com homens nem um pouco reais. E o pior, nós ainda damos audiência, não sendo necessário ir muito longe – A bilheteria de Titanic ainda não foi superada, muito menos os 11 Oscars, e a história toda gira em torno do casal que se apaixona durante a viagem. Aposto que se o enredo se passasse no Splendour Of The Seas ainda sim teríamos um grande sucesso.
Devemos aprender a separar as coisas e colocar em nossas cabecinhas que comédias românticas são comédias românticas e DIFICILMENTE acontecerão com você, especialmente se você tiver a lei de Murphy ao seu lado. Vou lançar um TOP 5 aqui dos filmes que mais se aproximam da realidade, e dos que não tem noção alguma:

– Sem noção:
Ela é Demais1. Qualquer filme teen:
Qualquer filme que tenha uma garota loser que se apaixona pelo gostosão do colégio que tem uma namorada vadia. E no fim o gostosão fica com a loser. Esse tipo de coisa NUNCA acontece. Losers do mundo, não alimentem essas esperanças…
2. Nunca Fui Beijada:
Ainda no clima dos filmes teen, AONDE que uma jornalista iria se tornar aluna E o professor iria se apaixonar por ela? Aonde que uma mulher de 25 anos passa por uma de 17? Esse aliás é outro ponto a ser discutido, porque hollywood (e seriados também!) insitem em pegar gente de 20 e poucos anos para interpretar papéis de colegiais? O ator que interpretava Ryan Atwood em The O.C tinha VINTE E SEIS ANOS!
3. Alguém Tem Que Ceder:
Diane Keaton e Jack Nicholson estão ótimos, mas você realmente acha que pessoas da terceira idade estão com paciência para dramas amorosos de adolescente?
4. Um Amor Pra Recordar:
Bad boys NUNCA mudam por uma garota tom pastel. Aliás, eles nem se apaixonam por garotas tom pastel.
5. E Se Fosse Verdade:
Não preciso nem falar né?

– Os mais pé no chão
Sex and The City1. Sex And The City – Filme e Série:
Tá que nem todas as noivas ganham um ensaio pela Vogue ou uma cobertura na 5ª Avenida. Mas todas nós temos um Mr. Big em nossas vidas (mas nem todas temos o final feliz de Carrie). Todas nós temos uma amiga meio Samantha Jones, e Charlottes Yorks existem aos rodos. E no seriado, até Charlotte teve seus momentos ruins. Ah, sem contar a amiga chata bem Miranda.
2. Bridget Jones:
Toda mulher tem seu momento Bridget Jones todo dia. E toda mulher tem que lidar com tipos de homem que Bridget lida. Bridget Jones é sem dúvida a mulher mais próxima da realidade que já foi retratada no cinema.
3. Juno:
Não precisa de descrições. A única diferença é que geralmente as jovenzinhas não conseguem pais adotivos com tanta facilidade quanto ela.
4. Legalmente Loira:
Tá, muitas vão discordar. Mas pensem no filme como uma metáfora, afinal, quantas otárias não estão dispostas a fazer coisas como Elle Woods fez para ter de volta seu amado?
5. The Last Kiss:
Até o cara mais fiel pode ser o mais f*lha da p*ta!

Portanto garotas, desistam de procurar seus Edward Cullens, ou o risco de você terminar sozinha rodeada de gatos são muito grandes.

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É complicado quando você começa a ter uma certa divergência de interesses entre seus amigos. É aquele lance do “as vidas tomam rumos diferentes…” Mas não acredito que isso aconteça porque entramos na faculdade, porque fazemos novas amizades. Lógico, esses fatores contribuem, mas o que tem sido crucial, pelo menos para mim, é o fator MATURIDADE.

Enquanto minhas amigas vem chorar as pitangas para mim sobre seus problemas com meninos e fazendo intriguinhas entre meninas achando que possuem uma nuvenzinha de chuva constante sobre suas cabeças, eu estou tendo que lidar com problemas de adultos, com apenas 18 anos.

Lógico que não há idade certa para começar com suas responsabilidades, existem crianças de 10 anos que precisam cuidar de irmãos mais novos, assim como existem marmanjos de 30 que não conseguiram largar a casa da mãe, mas não entrarei nesse mérito aqui. Apenas estar ao lado de pessoas que não tem nem um dedinho do pé no chão vem me incomodando bastante. E também não serei eu a responsável por fazer o contato delas com o mundo real, especialmente porque algumas podem nunca precisar levar esse choque… fico dividida, “agradecida” por um lado, pois estou aprendendo, crescendo, amadurecendo e muito mais preparada, mas por outro lado fico de fato chateada, pois como diria Cássia Eller “se lembra quando a gente chegou um dia acreditar que tudo era pra sempre, sem saber que o pra sempre, sempre acaba” – por mais manjado que seja – sempre acreditei que carregaria algumas amizades por um bom tempo, e talvez até as carregue, mas não da mesma forma que carreguei quando tinha meus 16 anos e 0 de responsabilidades. Entendo perfeitamente quando mamãe dizia: “Ah, ser criança é tão bom filha…”